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A escolha entre o Amor e o medo

Categories: Reflexões,Ucem

Falamos tanto em escolher entre o Amor ou o medo, mas o que isso significa? Uma coisa deve estar clara. Não existe meio termo, estamos, constantemente, escolhendo entre um ou outro. Trata-se de dois sistemas de pensamento auto excludentes, o que significa que não há como escolher um pouco de um ou de outro. Não há como estar com um pé em cada canoa.

O Amor é bem diferente do conceito comum. Não estamos tratando do amor que existe entre um sujeito e um objeto, onde há uma pessoa que ama e outra que é amada.

O Amor é a consciência de nosso Ser real. E, a partir dessa consciência, sabemos que não há nada nem ninguém que tenha o poder de mudar o Que realmente somos.

Então, diante dessa nova perspectiva, o medo nada mais é do que a ausência do Amor. Ele é a crença de que somos seres frágeis e, por isso, nos move a tomar atitudes e manter pensamentos de defesa e até mesmo de ataque.

Mas, na prática, o que seria escolher o Amor? Imagine que todos os seus pensamentos, palavras e ações partissem do princípio de que você é um Ser imutável e Eterno. Imagine, a partir desse conhecimento, qualquer situação que você considere transtornadora.

Imagine que alguém que você gosta muito lhe diga algo agressivo. De que maneira o que foi dito por essa pessoa pode influenciar a maneira como você se sente, a não ser que você acredite que o que foi dito tem esse poder? Você nunca se chateia pelas palavras em si, mas sim por causa dos seus pensamentos sobre o que foi dito. O mais interessante é que é muito comum nos fazermos a pergunta: “com quem ela pensa que está falando?” Mas quem será que tem dúvidas a respeito disso? Sabemos quem de fato somos?

Não seria muito mais amoroso de nossa parte entender que apenas os nossos próprios pensamentos podem nos ferir?

Quando decido pelo Amor, silenciosamente, digo a mim mesmo e à pessoa que proferiu as palavras agressivas que está tudo bem. O que ela fez não teve nenhum efeito e, por isso, na realidade, nada aconteceu. E como isso é amoroso!

E como sei que escolhas venho fazendo? Basicamente, se sinto qualquer coisa que seja diferente de plenitude e paz, é porque fiz uma escolha pelo medo e ele pode assumir a forma de tristeza, raiva, ódio e outras emoções negativas.

A escolha pelo Amor, apesar de não parecer, é o mais natural. Para escolher o medo, temos que nos convencer de que somos algo que não somos: seres vulneráveis e frágeis. No entanto, cada vez que escolhemos pelo Amor, redescobrimos fragmentos do nosso verdadeiro Eu Maior. E quão libertador é saber que a maneira como me sinto depende apenas de minha escolha de me lembrar ou esquecer de Quem sou!

Por isso, o grande desafio de nossa vida é desconstruir todas as histórias equivocadas que contamos a nós mesmos sobre quem acreditamos ser. Se sofremos e nos magoamos, é porque temos nos contado histórias falsas a nosso próprio respeito.

Quando o medo finalmente não for mais a nossa primeira escolha, começamos a fazer mais escolhas pelo amor e, então, o mundo se torna uma grande constelação de todas as estrelas que começam a brilhar com a consciência de Quem realmente é.

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Author: Willian Tello

Fundador e dirigente do Instituto Espiritual Xamânico Flor de Lótus

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