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Ancestralidade

Xamanismo havaiano

Kahuna era o título que se dava em Havaí a um sacerdote experiente, mestre ou conselheiro. Também é traduzido como: “Aquele que é um expert em sua profissão”.

Os Kahunas eram especialistas em: agricultura, construção de cabanas e barcos, pesca, astronomia, religião, medicina, psicologia e outras áreas do conhecimento. o termo aplicado no que damos hoje o título de Ph.D.

Antes da colonização européia a antiga sociedade havaiana, isolada do resto do mundo, desenvolveu seus sistema religiosos, com uma profunda compreensão espiritual do indivíduo e do universo. O kapu ou tabus regravam a fechada sociedade havaiana, que possuía um profundo senso de família.

Huna é um sistema simples e prático de conhecimentos psicológicos e filosóficos. É a sabedoria milenar dos antigos Kahunas havaianos, que nos auxilia a olhar para dentro de nós mesmos e a desvendar os mistérios que encerramos em nosso ser.

Os kahunas ensinam que a mente humana não está capacitada a entender uma forma de consciência superior que não seja semelhante à sua própria; por isso, todos os esforços humanos para imaginar as características de um Deus máximo e supremo seriam uma perda de tempo. Embora acreditem que deve haver uma suprema fonte criadora, suas orações não eram direcionadas a esta fonte. Para eles há estágios de níveis de consciência acima do homem, como existem níveis abaixo dele; os kahunas dedicam pouca atenção a outro nível que não fosse o imediatamente acima do nosso próprio.

Huna tem um cunho teórico e prático, tratando de todos os assuntos que se referem ao ser Humano em sua totalidade. Traz em si, um cunho de espiritualidade por saber que não é possível desligar o ser humano desse sentido da vida, assim como também um sentido mitológico, presente em todas as épocas da história humana. Com o crescimento das ideias Huna, cada um vai desenvolvendo suas crenças de maneira livre, por sofrer mudanças em seus valores e padrões, que é a finalidade primordial desse conhecimento.

Objetivo:

Mudar os valores e padrões promovendo o crescimento espiritual do ser humano.

Ela indica um fator principal de crescimento e compreensão: não ferir e compartilhar o amor, o único capaz de trazer felicidade, paz e tranquilidade a todos os povos.

Conceitos que uma vez entendidos, sentidos e verdadeiramente aplicados nos dão melhores condições para que possamos interferir em nossas ações e mudar nossos padrões de vida e modo de viver a agir no mundo. Pouco a pouco vamos nos transformando e tornando nosso caminhar pela vida de uma maneira mais serena e Feliz.

O princípio da huna é basicamente não ferir, isto é, não causar sofrimento a si mesmo, aos outros e à natureza. Na prática temos entre outros elementos, a prece-ação (uma maneira de rezar/orar ao Eu Superior (Aumakua), por intermédio do Eu Básico (Uhinipili). Assim obtendo bons resultados. Ela é usada principalmente, para curas e alívio de qualquer tipo de sofrimento.

A Teoria huna nos diz que o ser humano é formado de três espíritos ou aspectos independentes entre si, mas interligados nas ações; um depende do outro para se desenvolverem e crescerem e de um corpo físico (kino) quando reencarnados. Existe uma energia chamada de MANAS que é o elemento de coesão entre os três, tendo cada um sua própria Mana. O corpo é uma imagem manifestada dessa coesão por meio de uma substância.

Os Kahunas acreditam que o mana é recebido do céu através da prece. Deve-se rezar constantemente e enviar estas preces para o seu Aumakua , o espírito guardião antepassado. O Aumakua vivendo no Céu, olha por sua criança da Terra e intercede através do seu divino poder espiritual.

Mana – aka = Essa substância de origem divina permeia todo o universo e em consonância com a mana torna possível as manifestações. É denominada de substância AKA. Para que isso ocorra, cada espírito possuí um (corpo) KINO-AKA que lhe é peculiar e tem funções determinadas. Sendo a Huna uma teoria de transformações, costumam denominar cada um desses elementos pelos seus nomes:

Trindade do Ser Humano, segundo os Kahunas:

AUMAKUA – Eu Superior – (Superconsciente)

UHANE – Eu Médio (consciente)

UNIHIPILI – Eu Básico – (subconsciente)

Essa energia denominada Manas, é a mesma que os hindus denominam prana e está relacionada com toda sas formas de energia vital, não importa o nome que receba, chi, ki, etc. Surge a partir da alimentação e do ar que respiramos. Podemos aumentar o suprimento de mana também por uma ação da mente, como na Prece-Ação

Para acumular uma sobrecarga de mana é necessário simplesmente explicar ao EU BÁSICO o que deve ser feito e pedir-lhe para executar a tarefa, quando não há dúvidas. Respirar! Respirar profundamente! Os kahunas quando desejavam acumular uma sobrecarga, respiravam profundamente e visualizavam a mana subindo como água sobre uma fonte, cada vez mais alta, até que transbordasse no alto, sendo o corpo a fonte e a água: a MANA. A mana parece ter forma de inteligência própria. Mas na realidade é a consciência do eu básico dirigindo a projeção. Projetado dela – nela – realizando as manifestações e também as coisas a serem realizadas com ela (mana).

Os kahunas ensinam que o Eu Básico capta a energia vital dos alimentos e do ar que respiramos e armazena a MANA em seu KINO-AKA compartilhando-o com os outros EUS, assim a força vital – MANA – fornecida pelo EU BÁSICO (unihipili) ao EU MÉDIO (uhane) é transformada de uma forma sutil em uma voltagem superior (MANA-MANA). A duplicação da palavra significa que o seu poder estará duplicado. Essa força conhecemo-la como VONTADE e é a mola propulsora que conduz à AÇÃO. A MANA enviada ao Aumakua pelo unihipili é transformada em energia de alta voltagem, sob a forma de gotículas de água energizada, com o poder de desintegrar e reintegrar a matéria, de CRIAR E HARMONIZAR. É usada na cristalização das formas-pensamentos enviadas como IMAGENS na Prece-Ação, como um pedido ao unihipili que memorizando-o o conduz ao AUMAKUA, o qual, responde com sua BÊNÇÃO, dando-se assim no agora/aqui, a cura ou a concretização.

O desejo – A prece-ação – A realização

A PRIMEIRA COISA A SER FEITA É DECIDIR O QUE SE DESEJA.

Naturalmente, um grande número de pessoas nunca chega à decisão. Elas vão tropeçando, desejando uma coisa hoje e outra amanhã. Raramente conseguem o que querem, ou desejam, por sempre existir uma dúvida sobre o resultado. Quando uma pessoa decide sentar-se, pesquisar-se cuidadosamente e fazer o inventário de suas habilidades, necessidades, falhas, oportunidades, obrigações e o todo da condição de seu meio ambiente, ela empreende uma tarefa que não deverá ser posta de lado semi-acabada. O estudos huna vigiam sempre três coisas. Há uma consciência (Aumakua), umas força (energia – mana) e uma substância (aka) por trás, dirigindo os processos de cura.

Eles iam diretamente ao assunto. E podiam dar-se ao luxo de assim proceder, pois possuíam um sistema que, de fato, DAVA RESULTADOS. Não tinham, portanto, nem salvadores, nem salvação: nem céu, nem inferno, e estavam livres do famigerado pecado original.

DUALIDADE

Para os havaianos existem duas grandes forças, a alta (boa, elevada em direção a evolução) e a baixa (baixa vibração, negativa e involutiva). Os termos aqui descritos como negativos ou positivos, está sendo usado sem definir boa ou má e simplesmente como polaridades.

O mundo material é considerado parte negativa. o mundo espiritual é considerado parte positiva. A lei do amor de deus á manifestação da unidade e da harmonia. Quando trouxemos a parte positiva, ou seja, unidade e harmonia, para a parte negativa, que é o mundo material, nós obteremos a verdade. O desejo pessoal é negativo e as leis de Deus são positivas. Quando soubermos unir o desejo pessoal e o amor juntos, aí se fará a luz! Deus nos iluminará.


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