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Qual o significado do natal?

Categories: Reflexões

Existe algum outro significado para o natal?

É inevitável. Chega essa época do ano e todos nós, mesmo tentando resistir, nos rendemos ao natal. Se alguém lhe pedisse para que você pensasse a respeito do conceito que o natal tem para você, o que lhe viria à mente?

Uma mesa farta ao redor da qual a família se reúne?

As preocupações com as finanças devido a todos os presentes que desejamos comprar?

A cidade, com suas ruas, lojas, escolas e tudo o mais bem enfeitados?

As tantas campanhas solidárias com as quais colaboramos a fim de transformar o natal dos menos favorecidos?

O natal é uma época feliz ou triste para você? Que tipo de associações você faz com o natal?

Há muitas pessoas para as quais o natal é uma época em que elas ficam mais tristes, pois se lembram de pessoas que estão impossibilitadas de festejar com elas. De qualquer forma, dezembro é uma época um pouco atípica. Acho que todos ficam um pouco mais pensativos, seja pela consciência coletiva ou pela própria escolha de trazer à lembrança acontecimentos e sentimentos dessa época.

E, então, em algum lugar de nossa mente, nos lembramos de Jesus e seu nascimento e todo o significado que nos foi transmitido desde que nascemos. Mas qual seria a mensagem por trás do nascimento de um ser que nos trouxe tantos ensinamentos? O que ele tentou nos ensinar? Aprendemos a sua lição conforme nos foi ensinado? E por que celebramos essa data? O conceito que temos de natal é o mais amoroso?

Hoje vamos tentar dar outro significado para o natal. Ele representa o fim do sacrifício.

O sinal do Natal é uma estrela, uma luz na escuridão”. (T.15.XI.2:1). Mas onde brilha essa luz? Ela brilha no Céu interior de cada um e deve ser aceita como o sinal de que o tempo de Cristo veio. E o que isso significa? Cristo não exige nenhum sacrifício de ninguém e, em Sua presença, o sacrifício é sem significado. Isso é assim, porque Ele é o anfitrião de Deus.

Neste natal, abandonemos tudo o que iria nos ferir. Esse é o momento de nos relacionarmos com o Cristo, deixando toda dor, todo sacrifício e toda pequenez para trás. Que saibamos liberar a dor e, sem ela, não pode haver sacrifício, pois sem sacrifício, tem que haver amor.

O sacrifício não é amor. O sacrifício traz a culpa e o amor traz a paz. “Santa criança de Deus, quando aprenderás que só a santidade pode contentar-te e dar-te a paz?” (T.15.III.9:1). O nascimento de Cristo em cada um de nós é o despertar para a grandeza. Devemos receber o Cristo não em uma manjedoura e sim em nosso altar à santidade, onde nossa santidade habita em perfeita paz.

A imagem natalina que criamos da manjedoura simboliza o lar desgastado que o ego diz ser o nosso. Somos todos os Filhos santos de Deus. A fraqueza do ego está em sua separação do amor, enquanto a força do Cristo encontra-se em compartilha-lo, pois todos compartilhamos em Sua Santidade como o Filho único de Deus que somos. Essa é a nossa real escolha: conectar o Filho de Deus à pequenez da culpa ou acolhe-lo em nosso altar glorioso para sua grandeza.

Não deixemos que nenhum desespero escureça a alegria do Natal, pois o tempo de Cristo não tem significado além da alegria. Vamos nos unir na celebração da paz, sem pedir sacrifício algum de pessoa alguma, oferecendo, assim, o amor que recebemos de Cristo. Não estamos privados de nada. Sinta essa verdade dentro de si. Agora. O que pode nos trazer mais alegria?

Se desejamos sinceramente conhecer o amor de Cristo e aceita-lo como sendo nosso, não podemos exigir sacrifício de uma outra pessoa, pois Seu amor não exclui ninguém e inclui a todos.

O Amor de Deus é Unicidade perfeita e, enquanto excluímos qualquer parte do Filho de Deus, expressamos a nossa própria decisão: “quero ser excluído. Ao excluir os outros do Reino, excluo a mim mesmo. Essa é a minha escolha pelo ego, mas eu quero que eles paguem o preço ao invés de mim, então eu convenientemente esqueço que o sacrifício é total”. O reconhecimento de que não podemos sacrificar outra pessoa sem sacrificarmos a nós mesmos é a motivação para que escolhamos contra o desespero do ego e escolhamos a alegre mensagem de Natal de esperança e promessa.

Sejamos o anfitrião de Deus e de Cristo nesse natal, acolhendo a todos os nossos irmãos. Digamos a nossos irmãos:

“Eu te dou ao Espírito Santo como parte de mim mesmo.

Eu sei que serás liberado, a não ser que eu queira usar-te para me aprisionar.

Em nome da minha liberdade eu escolho a tua liberação, porque reconheço que nós seremos liberados juntos.” (T.15.XI.10:5:7)

E, então, através de nossa decisão pelo amor, nosso ano começará em alegria e liberdade. Com os olhos da verdade, percebemos que as pessoas expressam amor ou pedem por ele e, independente de qual for o caso, nossa resposta será sempre a mesma: única e exclusivamente o amor. Se somos o mesmo que nossos irmãos, somos o mesmo que Cristo e, assim, somos o mesmo que Deus.

E permite que todos os teus relacionamentos sejam santificados para ti. Essa é a nossa vontade. Amém.” (T.15.XI.10:12-14).

Nossa oração de ano novo torna-se nossa resolução para todos os dias de todos os anos. Ela nos pede para que olhemos, independente das aparências, todos os relacionamentos e situações chamando por paz e não guerra. O conteúdo de ódio que guardamos em comum desaparece conforme olhamos além dele e todas as suas formas especiais para o nosso conteúdo de amor compartilhado, que é a única Vontade de Deus e Seu único Filho.

 

Nota: As citações foram extraídas do livro Um Curso em Milagres e suas referências bibliográficas são feitas da seguinte maneira: o livro é composto de Livro Texto (T), Livro de Exercícios (LE), Manual dos Professores (MP) e Suplemento de Psicologia (P). O primeiro número após a letra refere-se ao capítulo, o segundo (indicado em algarismos romanos) indica o subcapítulo, o terceiro o parágrafo e, por último, a sentença.

Author: Willian Tello

Fundador e dirigente do Instituto Espiritual Xamânico Flor de Lótus